segunda-feira, 13 de maio de 2013


Era um dia estranho, o ar estava mais pesado que o comum, havia rastros de uma calmaria monótona, pouco se ouvia, e tampouco se sentia, o ar estava denso, e sentia uma leve tontura. Eu parecia estar em repouso, ou num coma, como se estivesse preso dentro de alguém.
Mas quem era esse alguém? Por alguns momentos me perdi em meio o que via, algumas arvores, um casa amarela ocre, um carro velho, eu sentia como se ja estivesse ali antes, então percebi meu sonho, um leve desespero tentando descobrir o que era tudo aquilo, a casa eram apenas meus desejos de um sonho distante, s arvores simbolizavam a esperança que carregava em algum lugar dentro de mim.
E então me veio a duvida, o que seria este carro? Se era um sonhos, o que aquilo simbolizava?
Pensei por alguns momentos, e a duvida continuava, então percebi. O carro estava ali pois ele era o meu desejo de partir, partir pra longe onde tudo não era nada.
Onde nada significasse algo, o carro era o meu medo de ficar, mas senti-me angustiado pois ali, parado preso em um sonho, ou pesadelo, eu me sentia em casa, mesmo sem me mover sentia uma estonteante alegria, que não era similar a nada que sentira um dia, talvez isso tenha se dado pois o lugar mais aconchegante que possamos estar é dentro de nós.
Então como um baque acordei, por traz da janela apenas miúdas gotas de chuva, me cobri com o lençol e fiquei ali, apreciando a lentidão de tudo e quis permanecer assim, sem o tempo passar, onde um instante era eterno.

Nenhum comentário: