"Te prendo dentro de um quarto escuro
Para que a angustia não me dome
Sinto medo de ti, pois é doce e tão amargo
Me faz sorrir e em momentos chorar
Te tranco enquanto não te domo
Pois es um sentimento por horas traiçoeiro
Enquanto eu não te domo
Eu te levo assim, escondido, guardado"
quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
"Recantos de um doce sabor
Estou a saber se um dia vai sorrir
Sem ser necessaria muitas notas, um fá, mi
Cantarolar nas esquinas
Num beco, rua, viela
Vi nela o que procurei
Nem sabia, mas esperei
Sem saber o que ali podia encontrar
Me encontrei, escondido
Meio perdido, dentro de seus olhos
A sorrir, parado estava ali
Sem muito o que fazer
Sem saber me perdi
Em teus olhos suaves, gentis"
sábado, 18 de maio de 2013
"Bem sei o que dizer
Nem sei o que pensar
Assim vai a flutuar
Leves desencontros
De um dia, calma monotonia
Vou a encontrar
Um tempo tanto faz
Tanto fez, o que se desfez
Em meio a nós
O que sobrou por baixo dos medos
Feroz, amar, amarga
Bem sei o que pensar
Nem sei o que dizer
Se vou a ter você
Ou te perder, tanto faz
Já se desfez." -Marvinr
terça-feira, 14 de maio de 2013
O que será o tempo?
O limite para nossa existência?
Estamos aqui sem saber bem
O que nos faz caminhar
E em qual sentido devo ir?
O que significa o tempo?
Haverá limite para sorrir?
Será o meu limite?
Eu vivo sem saber
Em que momento tudo pode acabar
Pois o fim é determinado por esse mesmo tempo
Não nascemos com uma data de validade
Mas uma hora o prazo acaba
Então eu continuo a sorrir
Enquanto ao tempo
Posso não saber o que é
Mas sei que o meu tempo de sorrir é todo o tempo que me for dado!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Era um dia estranho, o ar estava mais pesado que o comum, havia rastros de uma calmaria monótona, pouco se ouvia, e tampouco se sentia, o ar estava denso, e sentia uma leve tontura. Eu parecia estar em repouso, ou num coma, como se estivesse preso dentro de alguém.
Mas quem era esse alguém? Por alguns momentos me perdi em meio o que via, algumas arvores, um casa amarela ocre, um carro velho, eu sentia como se ja estivesse ali antes, então percebi meu sonho, um leve desespero tentando descobrir o que era tudo aquilo, a casa eram apenas meus desejos de um sonho distante, s arvores simbolizavam a esperança que carregava em algum lugar dentro de mim.
E então me veio a duvida, o que seria este carro? Se era um sonhos, o que aquilo simbolizava?
Pensei por alguns momentos, e a duvida continuava, então percebi. O carro estava ali pois ele era o meu desejo de partir, partir pra longe onde tudo não era nada.
Onde nada significasse algo, o carro era o meu medo de ficar, mas senti-me angustiado pois ali, parado preso em um sonho, ou pesadelo, eu me sentia em casa, mesmo sem me mover sentia uma estonteante alegria, que não era similar a nada que sentira um dia, talvez isso tenha se dado pois o lugar mais aconchegante que possamos estar é dentro de nós.
Então como um baque acordei, por traz da janela apenas miúdas gotas de chuva, me cobri com o lençol e fiquei ali, apreciando a lentidão de tudo e quis permanecer assim, sem o tempo passar, onde um instante era eterno.
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